Roteiro em Alagoas – Costa dos Corais

Olá Viajadeiros!

Muito ansiosa para tentar transmitir para vocês todos os detalhes desse roteiro que me surpreendeu além das expectativas.

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Praia do Francês pela manhã, com maré baixa e paredão de recife.

Resumo do Roteiro

Vamos iniciar com o roteiro resumido para ajudar vocês a organizar a quantidade de dias. Esse roteiro, mais especificamente na parte de Maragogi, poderia ser um pouco mais enxuto porque não tinham muitas atrações para ver por lá, porém Maragogi é uma das partes mais bonitas da viagem e se o objetivo for se desconectar, a receita é ficar esses diaszinhos relaxando por lá:

Dia 01: Chegada na hora do almoço e chegada ao Hotel Ponta Verde Praia do Francês;

Dia 02: Praia do Gunga e Praia do Francês

Dia 03: Passeio pela foz do Rio São Francisco

Dia 04:  Visita em Maceió e praia de Ipioca. Chegada a São Miguel dos Milagres

Dia 05: Praia do Toque – Hotel

Dia 06:  Praia do Marceneiro e Praia São Miguel dos Milagres

Dia 07: Praia do Patacho e chegada a Maragogi – Praia de Peroba

Dia 08:  Praia do Antunes e Praia de Peroba

Dia 09: Praia de Peroba

Dia 10: Piscinas naturais Maragogi e viagem à Praia de Carneiros e Porto de Galinhas

Vamos aos detalhes…

O que fazer em Alagoas

Bom, acho que já falei bastante do caminho entre o aeroporto e o hotel no post Alagoas para Relaxar e Esquecer de Tudo, se quiser mais informações, acessa no link. Os caminhos em Alagoas é algo que realmente merece atenção para que você não passe sufoco, então recomendo muito a leitura do post.

Nosso primeiro destino era a Praia do Francês, onde ficava o nosso primeiro hotel. Queria explicar para vocês qual foi a estratégia em se hospedar por lá, ao invés de ficar em Maceió. Nós tínhamos muita vontade de conhecer a Praia do Gunga e de ir até a Foz do Rio São Francisco. A Praia do Francês já era um ponto turístico por si só mas, que também ficava mais próxima desses outros locais que queríamos visitar – ou seja, localização estratégica.

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Vista dos fundos do hotel. Notem que existe uma passarela de pedrestes entre o hotel e a praia, mas é bem pertinho.

Maceió é uma cidade grande, maravilhosa com certeza, mas que escutei muitas pessoas falarem que o mar era sujo e que não se entrava na água, apenas para os passeios de jangada que chegavam até as piscinas naturais de Maceió.  Sobre as quais também ouvi,  que não eram as melhores e notei que, pelo resto da minha viagem, eu ia passar por outras piscinas mais interessantes. Veja, não estou falando que as piscinas naturais de Maceió são ruins, muitas pessoas elogiam. Só não eram a minha prioridade. Antes de decidir ir ou não a uma piscina natural, estude a maré.

O Francês vai além da praia, é como se fosse um vilarejo, que possui a praia, os hotéis, os quiosques e uma rua  badaladinha com os restaurantes, o que acabou resultando na perfeição para mim. Óbvio, é a melhor opção para quem busca tranquilidade, poder andar à noite nas ruas, jantar fora à noite, curtir o pôr do sol incrível e valorizar o dia.

Se o seu foco é outro o de poder sair à noite, ir para bares e ter muito turista na praia durante o dia, não vá para Praia do Francês e fique em Maceió. Sendo bem sincera, Maceió me surpreendeu. Não fiquei muito tempo por lá, mas jantei lá em uma noite e vi muitas opções diferentes na avenida principal. Além de que, o mar é realmente incrível e a organização dos quiosques famosos que todo mundo comenta é realmente de babar. Mas não poder entrar no mar, poxa! Para que estamos indo para Alagoas mesmo?

O nosso hotel na praia do francês era o ponto forte.  Quando fui escolher, fiquei na dúvida, mas com certeza tenho segurança em dizer que foi a melhor opção. O Hotel Ponta Verde  Praia do Francês, foi a nossa escolha.

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Fundos do hotel Ponta Verde, Praia do Francês

 

Entenda que, para esses destinos, o investimento e a escolha correta do hotel é imprescindível, vale a pena gastar um pouco mais porque, o hotel faz parte da viagem, diferente de um destino como a Europa onde você procura um hotel limpo, confortável e barato para apenas passar a noite, porque o resto do dia você vai estar passeando. Todas as cidades por onde passamos, tinham uma infraestrutura muito pobre. Por isso, vou fazer um post apenas dos hotéis e vocês vão notar, por várias vezes, que no roteiro vou colocar: passamos o dia no hotel, mas quando você verem a revisão do hotel, vão entender o porque. Reforço!!! Eu não sou do tipo de pessoa que paga all inclusive e fica bebendo e comendo parada na praia, mas dessa vez não resisti à paz de Alagoas.

Dia 01

Nesse primeiro dia no Francês, já chegamos no meio da tarde e estávamos roxos de fome, sem almoço. Ainda assim colocamos o biquíni e fomos tentar dar um mergulho no mar. Ai viajadeiro confesso que não consegui!! A água estava muito gelada e como já estava começando a anoitecer, só tinha um vento típico do Nordeste e do Caribe naquele lugar. Não rolou.O meu marido entrou, mas só para fazer graça. Passou 5 minutos reclamou que tinha buraco e resolveu sair.

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Praia do Francês, no final da tarde. Notem que a água está bem próxima a beira, com a maré alta.

Desistimos e fomos almoçar no restaurante do hotel. Pedimos quadradinhos de tapioca e pastéis com cerveja: estava tudo uma delícia e depois aproveitamos um pouco da piscina e a hidromassagem.

Rabeca Frances
Cardápio do Restaurante Rabeca, em 2019

Nesse dia, voltamos para o quarto, descansamos, tomamos banho e fomos jantar. Vocês acreditam que Alagoas ainda tem muita opção de restaurante e a comida é super barata?

Dia 2- Praia do Gunga, Barra de São Miguel e Praia do Francês

Acordamos e tomamos café da manhã e de frente à praia. Foi duro resistir e não ficar por lá mesmo. Alagoas tem a questão das marés que expliquei para vocês no Alagoas para Relaxar e Esquecer de Tudo. Quando eu fui, a maré estava baixa logo pela manhã.

Vocês lembram que falei para você que o meu marido entrou na água no dia que chegamos no final do dia? Se ele tivesse ido mais para o fundo ia chutar a parede de corais. Ou seja, não repita o erro viajadeiro.

Uma coisa me chamou atenção na Praia do Francês e eu não gostei: a quantidade de ambulante na areia. Veja a questão não é em relação às pessoas,  mas sim ao lixo que elas deixam para trás e o fato de elas não deixarem você em paz enquanto você tenta relaxar na praia. Até que na Praia do Francês era mais tranquilo, já em Porto de Galinhas eu não conseguia nem falar com meu marido, não dava tempo entre um ambulante e outro.

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Os guardas-sol do hotel são os de cor azul clara. Os de cor verde são de um quiosque que ficava logo ao lado do hotel.

 Admiramos um pouco a Praia do Francês mas seguimos a nossa viagem para o sul sentido à Praia do Gunga. A viagem é muito bonita e a paisagem é muito diferenciada com várias fazendas de coqueiro pelo caminho.

São apenas 28 minutos entre o Francês e a Praia do Gunga.  Chegando lá, você vai avistar um portal amarelo. Basta descer a rampa e andar um pouquinho até chegar à guarita onde vão estar os guardinhas para cobrar o estacionamento.

Chegando lá é bem tranquilo para parar o carro, tem bastante vaga. Logo na frente dos estacionamentos estão as entradas dos quiosques.

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Estacionamento Praia do Gunga

Lá o esquema é escolher um quiosque para ficar na frente do mar e mais tarde fazer o passeio de buggy que leva até as falésias de uma propriedade privada na continuação da Praia do Gunga. Sendo bem sincera, quando vimos o calor que estava fazendo e sentimos areia quente queimando os pés, entramos no quiosque que estava logo a nossa frente, o Gunga Top.

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A dica é chegar cedo para conseguir mesa na primeira fileira, de frente ao mar. Chegamos por volta das 10h da manhã e tinha muita opção de mesa. Em geral gostei muito do atendimento, o garçom era bem prestativo e tentava nos agradar. A comida também estava gostosa. Vimos que muitas pessoas deixavam suas coisas no quiosque, em cima de sua mesa, para entrar no mar ou para ir fazer o passeio de buggy. Apesar de parecer normal, não deixamos nossas coisas muito tempo sozinhas por lá. Deixamos enquanto entramos no mar, mas conseguíamos ver tudo de longe.

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Praia do Gunga

A maré estava baixa, então tinha uma calma piscina no raso. A água verde escura não surpreendeu muito com a cor, mas estava limpinha. Essa viagem é assim: o mar vai ficando cada vez mais bonito, então tenha calma viajadeiro não crie tanta expectativa loga na primeira praia.

Quando enjoamos da praia decidimos deixar as nossas coisas no carro e procurar o passeio de buggy.

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Buggy Praia do Gunga

O posto de atendimento do passeio de buggy fica à esquerda do Gunga Top, olhando em direção ao Mar. Você pode pegar um buggy para cada pessoa ou dividir um buggy para duas pessoas.

Lembro a vocês que fomos em outubro e estava bem tranquilo por lá. Não tivemos dificuldade para fazer passeio de Buggy, nem pegamos fila. Na hora que deu vontade, fomos e deu tudo certo.

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Guichê para compras de tickets na Praia do Gunga

Para quem nunca andou de buggy, dou a dica: Para acelerar o buggy, precisa ficar apertando o botão do acelerador que fica próximo ao guidão como se fosse o botão de freio da bicicleta. A questão é que depois de 15 minutos apertando esse botão, você começa a ficar desesperada porque não tem mais força no dedo para apertar o maldito botão, por isso eu sempre gosto de dividir o buggy com meu marido assim podemos revezar.
O passeio é muito gostoso, passa na frente da praia por uma área arborizada e chega na sua primeira parada o que são as falésias. Depois de algumas fotos, o guia te chama para seguir o caminho. Na segunda e última parada, tem uma barraquinha de venda de bebidas, do lado direito um lago e do lado esquerdo da praia. Ficamos lá por alguns minutos e voltamos. O passeio é simples mas vale a pena, a paisagem é muito bonita.

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Saindo do Gunga, ao lado da placa amarela que comentamos na chegada, existe um pequeno restaurante com uma área para estacionar o carro. Não deixe de parar ai para conseguir subir no mirante e admirar a vista da fazenda de coqueiros que cerca a praia do Gunga. É imperdível.

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Voltamos para o carro e seguimos em direção à praia de Barra de São Miguel. Porém, como iniciante não tive sorte. Se a maré baixa é pela manhã, o que vale a pena é acordar cedo para aproveitar essa maré.  Chegamos em Barra de São Miguel no meio da tarde e já não havia mais faixa de areia… não demos sorte. Sentamos em um quiosque, aproveitamos um pouco a movimentação e fomos embora . Aprendemos a lição. Isso é sério viajadeiro, você consegue fazer praticamente uma praia no dia se quiser realmente aproveitar e ficar no quiosque. No nosso caso, passava das 11h, tudo começava a mudar e muitas praias perdiam as sua beleza. Se tiver que fazer mais de uma praia por dia, coloque sempre a mais bonita no horário que a maré estiver baixa.

Retornarmos ao hotel e, nesse dia jantamos em Maceió. Apesar de que Maceió tem bastante opções para jantar, não aconselho ir para lá a noite. A estrada é bem mal sinalizada e escura a noite.

Dia 03 – Passeio à Foz do Rio São Francisco

Nesse dia fizemos o passeio na foz do rio São Francisco. Iniciamos o dia na praia do Francês. Nossa experiência por lá foi bem gostosa, se eu tivesse mais dias aproveitaria mais a praia na frente do hotel. O Hotel Ponta Verde Praia do Francês, possui atendimento na praia. Quando chegamos na areia, já tínhamos cadeira e guarda-sol e verdade seja dita, uma série de ambulantes esperando o nosso consumo. Mas é importante ressaltar que as pessoas de Alagoas são sensacionais, até mesmo ambulante é educado engraçado e arranja formas diferentes de vender que a gente nunca tinha visto antes.

Sobre o passeio na Foz do Rio São Francisco, nossa expectativa não era muito alta, mas o passeio se tornou obrigatório quando ouvimos comentários de algumas pessoas de nossa família que já tinham ido. Marcamos o passeio no dia anterior, mas depois percebemos o quanto foi arriscado. Se você estiver em Alagoas na alta temporada, recomendo reserva do passeio com muita antecedência. Fiz um post dedicado ao passeio no Passeio para a Foz do Rio São Francisco em Alagoas. Leiam o post e não deixem de ir no passeio porque ele foi uma das melhores partes da nossa viagem.

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Dunas próximas à Foz do Rio São Francisco. O passeio de Jeep por lá é sensacional.

Neste dia estávamos bem cansados e jantamos próximo ao hotel.

Dia 04 – Saída da Praia do Francês, Maceió, Ipioca e São Miguel dos Milagres

O plano inicial era sair do Francês e fazer o passeio nas piscinas naturais de Maceió. Porém de acordo com a Tábua das Marés, nós teríamos que estar em Maceió bem cedinho e daí que a preguiça não deixou né… rsrsrs e nós também sabíamos que tínhamos mais duas piscinas pela frente, no mínimo, então acabamos acordando um pouco mais tarde, paramos na praia que todos falavam que era a mais bonita de Maceió para conhecer: Pajuçara. Realmente a cor era incrível. Nós fomos até a praia, molhamos o pé e voltamos. Infelizmente viajadeiros, as praias do centro de Maceió costumam não estar aptas para banho, uma vez que muito esgoto é jogado ali… dói o coração você ver uma água tão linda e você não poder entrar.

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Para quem quer conhecer as piscinas naturais de Maceió, basta procurar um jangandeiro ali em Pajuçara mesmo. A piscina natural é perto na beira da praia e sempre tem um jangadeiro para te levar.

Lembrem-se que você pode ir na piscina natural a qualquer hora, porém ela também é regida pela maré. Quando a maré está baixa, as piscinas ficam mais bonitas e quando as marés estão muitas altas, tem mais correnteza e fica mais difícil de ver peixinhos. Em alguns dos dias que eu estava em Alagoas, a maré estava tão alta que a marinha proibiu os passeios. O passeio custa aproximadamente 30 reais por pessoa.

Outra dica boa que todos comentam mais não cheguei a ir é sobre o melhor quiosque da Ponta Verde: O Lopana. Se quiserem entrar no site deles para saber mais clique aqui.

Saindo de Maceió, seguimos viagem até a praia de Ipioca. São cerca de 35 minutos que começa na orla na cidade de Maceió e termina em uma estrada de pista simples bem conservada.

Mapa maceio - Ipioca

A praia de Ipioca é uma praia super calminha e azul. O que é bem legal de lá também é o quiosque Hibiscus. Você já coloca no waze que o seu destino final é no quiosque e ele vai te mostrar onde é a entrada do quiosque pela estrada. Mas também tem uma placa bem grande indicando o caminho.

Hibiscus
Entrada do condomínio Angra de Ipioca e do quiosque Hibiscus

Chegando na portaria de visitante, você precisa se identificar e dizer que vai ao Hibiscus. Eles vão te dar uma pulseira e te indicar o caminho através do condomínio. Próximo ao quiosque tem um estacionamento de areia, onde você pode deixar o carro e seguir caminhando por um curto espaço até o quiosque.

Logo na entrada do mesmo, avistamos uma portaria para comprar a entrada no quiosque. São 45 reais pagos na entrada para ficar no Espaço Beach, com direito a: guarda-sol, espreguiçadeira, banheiro, ducha, piscina infantil e música ao vivo das 12h as 14:30. É meio carinho, mas realmente bem confortável. Lembrando que se você pagar em dinheiro, tem um desconto de 5,00. O serviço também é muito bom. Comidas e bebidas não estão inclusos no valor mas é tudo de ótima qualidade com um cardápio completo de porções, prato super bem elaborados, drinks e bebidas. Indico muito que vocês passem pelo menos metade de um dia lá. A música é super agradável e o banheiro limpíssimo.

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Entrada principal do Hibiscus

Outra opção é ficar no Espaço Lounge, no mesmo quiosque porém com um pouco mais de regalias. São 17 lounges e em cada um, cabem ate 10 pessoas. Cada Lounge possui espreguiçadeiras, redes, duchas, sofás, mesinhas bistrôs e wi-fi. O Dj anima os visitantes enquanto que os nossos atendentes passam dicas de harmonização de vinhos e espumantes, alguns deles com rótulo especial do próprio Hibiscus. Porém o valor também é mais salgado. Além do pagamento do Day-use de 45,00 por pessoa, cada lounge custa 150,00 (o lounge). Se pago em dinheiro, eles dão um desconto de 15,00.

Hibiscus Club

Rodovia AL 101 Norte, Residencial Angra de Ipioca • Maceió • Alagoas • Brasil • CEP: 57039-705

Saímos de lá por volta das 14h para seguir viagem até nossa próxima parada: São Miguel dos Milagres.

Dica: ouvi muita polemica sobre uma praia chamada Carro Quebrado. Muita gente falando que a praia era linda. Porém também li que a estrada de acesso para lá é bem ruim (daí o nome da praia né)  e que tem muita gente que vai com empresa de passeio, mas ai que está… vi comentários de pessoas falando que até os guias ficam com medo de serem assaltados… daí não dá né? Saio de férias para ficar em paz e não para passar nervoso.. Posso dizer também que não passei qualquer nervoso, nem me senti insegura em nenhum lugar que eu passei.

Leia o Post Alagoas para Relaxar e Esquecer de Tudo para que você saibam pegar o caminho correto que passa por Porto Calvo. Viajadeiro, olhe direitinho esse caminho antes de simplesmente colocar no Waze e seguir. O caminho vai curto passa por Passo do Camaragibe, o qual você precisa atravessar um rio de balsa e nem quero te comentar a situação desse balsa… Por Porto Calvo o caminho é quase o dobro mas tudo em terra firme. O caminho passa por várias cidadezinhas que vão te distraindo até o destino final. É interessante ver a diferença de cultura e as várias casas de pau a pique que você vai se deparar.

Chegamos no nosso hotel no final da tarde, o Villa Pantai. Recomendo muito e escrevo mais sobre ele no post que vou fazer de todos os hotéis que ficamos.

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360° da área externa do Villa Pantai

Colocamos as malas no nosso quarto e seguimos para a praia para conhecer, mas como estava ventando muito logo voltamos e vimos o anoitecer da piscina.

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O anoitecer em Alagoas era o momento do dia que eu nunca perdia

Jantamos pizza no hotel e estava ótima.

Dia 05 – Dia de trégua: Praia do hotel

Infelizmente depois dessa noite eu sofri um pouquinho porque comi alguma coisa errada e fiquei de molho desde a noite do dia 04 até o dia 05 inteiro. Não sei o que me fez mal e por isso não especifiquei nada aqui antes para vocês… mas cuidem muito da alimentação por lá, comidas cruas, bebidas com gelo, refogados com azeite de dende.. se você tem o estomago fraco que nem eu…. não abuse.

Nesse dia, basicamente, fiquei na praia do hotel (Praia do Toque) mas, apesar de não ter comido NADA, digo para vocês que a praia é muito linda e MUITO calma. Quase não passa ninguém por lá… diria que para lua de mel é sensacional. O hotel já tinha os guardas sóis e cadeira na praia, a água era bem calminha e bem transparente. O serviço de praia era ótimo. Vi tanta gente tomando espumante e vinho branco e eu só passando vontade…. Meu marido almoçou nesse dia na praia (comida do hotel) e a comida estava excelente – lembro dele ter pedido batata frita, filet mignon com um molho amadeirado e arroz.

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A noite saímos para ir em um restaurante e também vou comentar em detalhes para vocês no post de restaurantes, no qual o meu pedido foi um super prato de arroz.. fazer o que…

Dia 06 – Praia do Marceneiro e Praia São Miguel dos Milagres

Em São Miguel dos Milagres, o ritmo é outro. Aproveitamos para conhecer algumas praias ao redor mas em um ritmo bem tranquilo, para poder entrar no clima da cidade e descansar. Se você tem pouco tempo por lá, Com certeza é possível fazer mais praias em um mesmo dia, mas não recomendo, o segredo é realmente diminuir o ritmo. Outra dica chave aqui,  é  estar hospedado em um hotel na beira da praia. Assim você pode  passear durante o dia e continuar aproveitando no seu hotel com toda merecida estrutura. É importante lembrar também que as praias próximas a São Miguel dos Milagres até possuem quiosques ou ao menos cadeiras e guarda-sol, porém não são que nem as grandes praias do litoral norte de São Paulo ou do Rio de Janeiro com uma super infraestrutura diria que vale a pena levar um petisco e voltar para fazer as refeições no hotel

Neste primeiro dia em São Miguel dos Milagres, após a minha recuperação, fomos conhecer a Praia do Marceneiro que ficava localizada um pouco antes da Praia do toque, a praia que estávamos hospedados.

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 A Praia do Marceneiro possui águas super azuis e limpas. Logo na entrada principal, paramos o carro  na rua (bem tranquila por sinal), e nos deparamos com um pequeno trailer com algumas mesas e cadeiras na areia. Como o Sol é muito forte, sempre procurávamos algum lugar para se proteger do sol.  Como já comentei antes, o povo de Alagoas é muito receptivo: pedimos para ficar na mesa com guarda-sol em troca de consumir alguns refrigerantes e água e o senhorzinho nos recebeu muito bem, queria lembrar o nome dele mas não me vem mais na cabeça.

Aproveitamos uma parte do dia na Praia do Marceneiro e, em seguida, seguimos viagem para a  a praia principal que é a praia que leva o nome de São Miguel dos Milagres. Nessa praia sim, havia um pouco mais de infraestrutura e alguns quiosques. Nós acabamos chegando lá no final do dia, paramos na rua de acesso principal e apenas apoiamos as nossas coisas em uma mesa de um dos quiosques mas não consumimos nada.

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Um exemplo de ruas de acesso às praias.

Também não haviam muito turistas por lá. Quando chegamos lá, o sol não estava mais a pino e já não conseguiríamos avaliar a cor da água mas a praia parecia ser muito bonita, apesar de ter alguns barcos do pessoal da região,  longe da Costa,  você caminhava metros e metros dentro da água e estava sempre rasinho e de uma cor incrível, sempre muito transparente e azul. Da até um medinho de continuar seguindo para dentro do mar e depois não consegui voltar.

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Praia de São Miguel dos Milagre com maré bem baixinha. Você consegue caminhar até o final do cerco de madeira do lado esquerdo… estranho né? rsrs

Voltamos para o nosso hotel e, como já era de costume, terminamos o dia vendo o pôr do sol em São Miguel dos Milagres na praia, e tomando um belo banho de piscina.

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Uma dica importante em São Miguel dos Milagres é se hospedar em um hotel com restaurante pois na cidade existem dois ou três restaurantes, no máximo. Sendo bem sincera, nas duas noites que saímos para comer fora, nós jantamos no mesmo lugar. Depois vou dar a dica para vocês do local.

Dia 07 – Saída de São Miguel, Praia do Patacho e chegada a Maragogi

Neste dia, nos despedimos de São Miguel dos Milagres para seguir viagem até Maragogi. Confesso que não gostamos muito de ir embora. Escolhemos ainda passar pela praia do patacho no caminho. Essa praia famosa por seus coqueiros tortos na beira da areia.

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Praia do Patacho

Acredito que uma dica importante para vocês viajadeiros, é de sempre estar atento em relação ao lugar aonde vocês estacionam o carro alugado, ainda mais se você pretende viajar com o porta-malas cheio. Alagoas parece ser um local realmente muito pacato mas existem registros de arrombamento de carros alugados dos turistas. Então, fique sempre de olho e pare seu carro aonde tem bastante gente ao redor.

A praia do Patacho é de uma cor incrível e tem águas bem calminhas.

Não ficamos muito por lá (já tínhamos visto muita praia e queríamos dar uma relaxada no bem bom do hotel) e resolvemos seguir viagem até Maragogi. Para isso você precisa novamente seguir até Porto Calvo, para depois conseguir pegar a estrada correta, até Maragogi. Esse trecho dura cerca de uma hora e meia.

A pousada que mais gostamos de toda a viagem, foi a pousada que ficava aqui em Maragogi (Pousada Barra Velha). Mas a grande dica da cidade é que a melhor parte não fica no centro. De lá pode sair alguns passeios e, também, haver alguns restaurantes mas nada que justifique você sair de sua pousada para ir até lá. Sem considerar que, a estrada é de pista simples, sem luz e mal sinalizada. Ou seja, NO WAY ficar vindo a noite da pousada para o centro. A  escolha da sua pousada já deve ser com esse pensamento: um belo de um serviço de restaurante, pois provavelmente você vai fazer várias refeições por lá.

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Área externa da pousada Barra Velha com acesso direto a praia

Conforme chegávamos a Maragogi, o mar ficava cada vez mais bonito.

No centro, notamos que era uma avenida não muito comprida, cheia de barcos dos locais e com uma infraestrutura muito pequena. Fiquei aliviada quando notei que não havia escolhido meu hotel por ali. Seguindo a estrada, a nossa pousada estava quase próximo à divisa com Recife, mas ainda era Alagoas.

Fizemos check-in, aproveitamos um pouco a praia e almoçamos por lá, quase no final da tarde.

Dia 08 e dia 09  – Praia do Xaréu, Praia de Antunes e praia do hotel

Nós tínhamos ouvido ótimos comentários de passeios de barcos em Maragogi e sobre idas às piscinas naturais porém, nos dias que estivemos por lá, a maré estava super alta e a marinha fechou todas as piscinas naturais, assim como, proibiu que os barcos levassem os turistas até elas. Ficamos torcendo até o último dia para ter a oportunidade de ir conhecer uma das piscinas naturais e corremos um grande risco. Por isso que comento com vocês viajadeiros, se lembram que no começo da viagem quando eu estava em Maceió preferi não conhecer as piscinas naturais de lá? No final percebi que foi um grande risco não ter conhecido nenhuma! Então se você realmente tem muita vontade de conhecer a piscina naturalm não perca a oportunidade quando a maré estiver baixa e procure o passeio.

Nesse dia fomos à praia do Xaréu. Muito linda a praia, com algumas casas ao redor e de uma água lindíssima. Ficamos sentados do lado de uma trailerzinho com guarda sol, onde eram servido apenas bebidas. Bem tranquilo de estacionar o carro nas ruas do bairro.

Praia do Xaréu

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Praia do Xaréu

Em seguida, conhecer a Praia de Antunes. No caminho do hotel, quando havíamos chegado em Maragogi, tínhamos visto as placas para entrada da praia mas estávamos um pouco preocupados porque estava bem desorganizado o estacionamento dos carros. Quando chegamos à praia, notamos que existem estacionamentos do lado esquerdo e do lado direito da estrada. Por favor Viajadeiros, tome cuidado ao entrar em algum desses estacionamentos sem tomar as devidas precauções e não causarem um acidente na estrada. Não me recordo exatamente quanto era o estacionamento da praia, mas lembro que não era muito, no máximo r$ 15. Deixamos o carro do outro lado da pista e atravessamos para acessar a praia. Desde aí, você anda uns 500m e já está pisando nas areias de Antunes.

Confesso que fiquei com uma certa má impressão logo quando eu entrei na praia. Havia muita gente e muita camelô na areia. Resolvemos entrar e caminhar para o lado esquerdo, onde haviam cadeiras e mesas a perder de vista. Fomos conquistados dos por um dos “quiosques” – na verdade você só vê mesas e cadeiras… não sei de onde eles brotam com as coisas kkkkk – e sentamos por lá apenas para consumir algumas bebidas e aproveitar um pouco a praia. A água era muito bonita mas, mais uma vez, era tanta gente passando na areia da praia no final de semana, que eu não consegui me sentir confortável. Sensação essa que mudou no dia seguinte, que estava muito mais sossegado e com menos mesas e camelos na areia. Daí vou falar para vocês: Antunes é maravilhosa, um MUST para todos.

Então meu conselho é que você visite a praia durante um dia de semana, até mesmo porque o assédio dos quiosques é menor e você consegue negociar de apenas tomar uma bebida e não ter que pedir porções ou refeição para poder sentar nas cadeiras e utilizar o guarda-sol.

É da praia de Antunes que saem muitos passeios para as piscinas naturais de Maragogi, porém achamos estranhos de saber que já havíamos recebido a notificação de que as piscinas estavam fechadas e os ambulantes continuavam oferecendo o passeio de barco para visita das mesmas. Depois nos comentaram que, na verdade, eles vendiam como a piscina natural mas que levavam você em outro local, assim que chegavam a piscina natural e mostravam que a piscina não estava acessível, ou seja, a melhor fórmula aqui é se informar com o seu hotel em relação a maré ou procurar na internet. Se a maré está muito alta ela cobre as pedras da piscina natural e de piscina não tem mais nada, é só o mar com algumas pedras no fundo.

Terminamos o dia na nossa hotel, na praia de peroba

O hotel fazia aos sábados e quartas um lual com música ao vivo na praia, com serviço de bebidas. Muito gostoso e relaxante.

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Luau com música ao vivo na Barra Velha

Dia 10 – Piscina natural e continuação da viagem em Recife

No dia anterior, antes da nossa despedida de Maragogi, fomos informados que a maré estaria um pouco mais baixa e que a Marinha havia liberado os passeios às piscinas naturais. Confesso que foi difícil mas tivemos que acordar às 5 horas para sair às 5:40 e conseguir pegar a maré baixa na piscina natural. Passeio esse que foi oferecido pela Pousada Barra Velha, onde nós nos hospedamos.

Foi um dos melhores passeios por lá. Fomos só eu e meu marido em uma Jangada, com um piloteiro super simpático (mas uma vez aqui lamento não lembrar de seu nome) e chegamos em cerca de 20 minutos na piscina, onde não havia quase ninguém. bem tranquilinho o mar.

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Jangadinha do hotel

Por mais impressionante que seja, a piscina era no meio do mar e haviam locais nos esperando  para vender um álbum de fotos ou um passeio de mergulho. Recomendo que leve seus sapatinhos de praia e o seu pé de pato, apenas em caso que decida mergulhar. Leve também a sua máscara e seu snorkel.

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Foi bem difícil conseguir descer naquela água gelada 6 horas da manhã mas foi uma experiência muito legal. Haviam vários peixinhos na piscina e você pode ficar nadando e admirando eles.

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Peixinhos da selfie 🙂

Ainda bem que decidimos não fazer o tal do mergulho, pois a piscina normal dá pé apesar da maré cheia, mas essa área de mergulho é uma área que você precisa atravessar para o outro lado da piscina e ir para um local mais fundo. A questão é que como a maré estava alta (não estava tão baixa o quanto normalmente eles fazem esse passeio), a correnteza também estava forte, o que fazia com que areia se movimentasse e acabasse com visibilidade nessa área, além de ser difícil de ficar parado, sem bater nas pedras, com a correnteza te puxando, ou seja, não sei como é esse passeio em um dia de maré baixa mas se a maré estiver alta eu realmente não indico o investimento.

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Existem várias piscinas naturais em Maragogi, a que fomos era bem particular, mas não era pequena não. As piscinas principais podem ser, por vezes mais bonitas, porém acabam enchendo muito e você fica preocupado de não ficar batendo nas pessoas. Quanto mais gente na piscina, mais a areia do fundo de remexe e menos você encherga… FATO – tive uma experinência dessa em Porto de Galinhas.

Voltamos para a pousada, tomamos café da manhã e nos despedimos da pousada e de Maragogi – dor no coração de novo.

Neste mesmo dia seguimos para conhecer um pouco mais de algumas praias de Recife, como a Praia de Carneirose em seguida, nos hospedamos em Porto de Galinhas, o que vou escrever em um outro post, mas recomendo muito a junção dessas duas viagens e se possível, voltar por Recife. No meu caso, eu fui até Porto de Galinhas e no dia do meu retorno, fiz a viagem de volta até Maceió, pois como vocês sabem, vale muito mais a pena, economicamente falando,  voltar pelo mesmo aeroporto de chegada.

Espero que vocês tenham a mesma experiência fantástica que eu tive com Alagoas e que possam trazer ainda mais dicas aqui no comentário do Blog.

Até a próxima!

 

 

 

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